Frustração, que mal é esse? | Nayara Carmo - Psicologia e Neuroestimulação
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Circuito Neural - Depressão: Um monstro invisível?Circuito Neural - Depressão: Um monstro invisível?

Depressão: Um monstro invisível?

A depressão é, muitas vezes, silenciosa. Quando seus sintomas tornam-se finalmente visíveis, a pessoa já experimenta de resultados desastrosos em sua vida diariamente.

As causas possíveis incluem uma combinação de origens biológicas, psicológicas e sociais de angústia. Cada vez mais, as pesquisas sugerem que esses fatores podem causar mudanças na função cerebral, incluindo alteração na atividade de determinados circuitos neuronais no cérebro.

A sensação persistente de tristeza ou perda de interesse que caracteriza a depressão pode levar a uma variedade de sintomas físicos e comportamentais. Estes podem incluir alterações no sono, apetite, nível de energia, concentração, chorar com facilidade, capacidade de sentir prazer ou motivação, necessidade de esforço nas atividades do dia-a-dia, esforço social, entre outros.  Sendo que a evolução da depressão leva a pensamentos suicidas. Cerca de 15% das pessoa acometidas chega a este ponto. A base do tratamento geralmente inclui medicamentos antidepressivos, psicoterapia e atividades físicas prazerosas. Cada vez mais, as pesquisas sugerem que esses tratamentos podem normalizar alterações cerebrais associadas à depressão.

Quando você pensa em alguém que sofre de depressão, pode imaginar alguém em casa, escondido embaixo das cobertas e incapaz de sair da cama. Mas nem sempre é assim.

Pessoas que sofrem de depressão de alto funcionamento, um dos tipos da doença, são capazes de cumprir seus objetivos, manter uma rotina diária e parecem ter uma vida bem-sucedida, explica Charlene Sanuade, terapeuta clínica do CS Counseling and Therapy. Ou seja, a doença pode estar presente, mas de forma oculta. Fica difícil ajudar, demonstrar compaixão ou até mesmo reconhecer que a pessoa precisa de ajuda. Mas o apoio é absolutamente vital. A depressão se inicia em pensamentos desajustados e crenças doentias, que vão se evoluindo com o tempo.

Veja algumas dicas de como ajudar quem sofre desse tipo de depressão, segundo os especialistas.

Eduque-se

Antes de tentar ajudar quem sofre de depressão de alto funcionamento, é melhor educar-se a respeito do assunto. Um dos sintomas presentes é o sofrimento em silêncio. Há dificuldade em se expressar e o desejo de não incomodar o outro, já que pensa ser a sua dor insignificante.

É importante, no entanto, não tentar fazer o papel do terapeuta nem se considerar especialista. Os laços afetivos impossibilitam esta abordagem.

"Você pode entender as generalidades, mas as dificuldades de cada um são únicas", explica Ranger. "Educar-se sobre depressão significa entender o que seu amigo está passando. Esteja aberto a ouvir que você não compreendeu tudo e esteja disposto a descobrir o que a outra pessoa está sentido exatamente."

Ouça e não tente consertar nada

Tentar consertar as coisas é da natureza humana, mas talvez não seja isso o que seu amigo procura.

Lisa Hutchinson, conselheira de saúde mental em Middleborough, Massachusetts, diz que, se um amigo lhe confidencia o que está sentindo, é melhor deixar que ele fale, sem fazer julgamentos e evitando dar opiniões.

"Ouvir dessa maneira vai permitir que seu amigo sinta sua empatia e encontre suas próprias soluções", diz Hutchinson.

Ash Nadkarni, psiquiatra associada e instrutora da Escola de Medicina da Universidade Harvard, acrescenta que também é importante reconhecer que uma solução que funcionou para você num cenário específico pode não ser necessariamente adequada para outros. "Todas as pessoas são diferentes", afirma ela.

Seja específico em seu apoio

Quando se oferecer para ser parte do sistema de apoio de uma pessoa com depressão de alto funcionamento, é importante explicar exatamente o que você está oferecendo.

"A depressão muitas vezes inclui a sensação de estar sobrecarregado e incapaz de tomar decisões", diz Cindy Adeniyi, conselheira que atua em Jonesboro, Geórgia. Adeniyi lida com depressão clínica há mais de 20 anos.

Em vez de dizer "me ligue se precisar de algo", seja mais específico. Ofereça-se para conversar ou diga: "Se precisar de alguém para te levar no médico, me avise no dia anterior que eu te levo", afirma Adeniyi.

Você não pode menosprezar o que as pessoas queridas estão passando.

Apoiar envolve ter resistência. É importante manter-se firme e ao mesmo tempo dar ao amigo o espaço que ele precisa. Não deixe de procurá-lo ou se oferecer para fazer companhia, talvez para cozinhar ou ajudar na arrumação da casa.

Esses pequenos atos de gentileza são especialmente importantes para quem sofre de depressão de alto funcionamento porque essas pessoas estão acostumadas a cuidar de outros, mantêm altos níveis de controle e usam mecanismos de defesa como humor ou altruísmo para lidar com sentimentos negativos.

Quem tem qualquer tipo de depressão pode se sentir para baixo sem motivos aparentes. É importante saber que essas alterações de humor não têm nada a ver com você.

Por mais que você queira ajudar, nunca será capaz de dar todo o apoio que as pessoas precisam. Como forma de incentivo, você também pode reiterar os benefícios da ajuda especializada.


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Possíveis Sintomas


No humor: ansiedade, apatia, culpa, descontentamento geral, desesperança, mudanças de humor, perda de interesse ou prazer nas atividades, solidão, tristeza, tédio ou sofrimento emocional;

No comportamento: agitação, automutilação, choro excessivo, inquietação, irritabilidade ou isolamento social;

No sono: despertar precoce, excesso de sonolência, insônia ou sono agitado;

Na cognição: falta de concentração, lentidão durante atividades ou pensamentos suicidas;

No corpo: fadiga ou fome excessiva;

Sintomas psicológicos: depressão ou repetição insistente de pensamentos;

No peso: ganho de peso ou perda de peso;

Também é comum: abuso de substâncias ou falta de apetite.

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Possíveis Tratamentos


Psicoeducação: Recomendada para o reajuste de crenças e sentimentos. Desta forma orienta para o comportamento saudável e o aprendizado sobre saúde mental, que também serve para apoiar, valorizar e dar autonomia aos pacientes. A ela podem ser associados outros tratamentos.

Terapia familiar: Aconselhamento psicológico que ajuda as famílias a resolverem conflitos e terem uma comunicação mais eficaz.

Medicação: Comumente são utilizados os antidepressivos. Os mais utilizados são os inibidores seletivos da receptação de serotonina.

Atividades físicas: Possuem efeitos de vínculos sociais forçados inicialmente. Ajudam na assimilação da serotonina. Reforçam o efeito de energias de forma natural.

Nayara Carmo
Nayara Carmo
Nayara Carmo é Psicóloga, formada pela PUC/GO, especializando em Neuropsicologia e Terapia Cognitivo Comportamental.

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