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Autismo e Desenvolvimento Cognitivo

Autismo e o Desenvolvimento Cognitivo - Nayara Carmo Psicologia e Neuroestimulação

Autismo e o Desenvolvimento Cognitivo


O autismo e o desenvolvimento cognitivo

 

O autismo – ou Transtornos do Espectro Autista (TEA) – refere-se a uma série de transtornos que caracterizados por desafios em habilidades sociais, comportamentos repetitivos, fala e comunicação não verbal, assim como características únicas e diferentes. Não existe um tipo único de autismo e sim situações individuais causadas por diferentes combinações genéticas.

Aproximadamente 1 em cada 160 crianças em todo o mundo possui algum transtorno do espectro autista, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde. Uma criança autista apresenta dificuldades no desenvolvimento da linguagem, nos processos de comunicação, interação e comportamento social. Mas estudos já mostraram que programas de treinamento e educação podem reduzir essas dificuldades.

Não há testes de sangue ou genéticos que possam determinar se uma criança é autista. O diagnóstico é baseado no comportamento.

O processo de identificar uma criança autista assemelha-se a identificar uma deficiência de aprendizado. É preciso olhar para as habilidades sociais da criança e ver se elas ficam aquém do seu potencial. Não existe uma maneira simples de conferir se uma criança demonstra comportamento social apropriado para sua idade, da mesma maneira que as habilidades de leitura e escrita.

Tal como qualquer pessoa, quem é diagnosticado com TEA tem pleno direito à educação em escolas regulares, sejam públicas ou particulares. Estar na sala de aula comum permite à pessoa diagnosticada com TEA socializar e aprender com pessoas diferentes. Por lei, toda criança tem o direito de conviver em sociedade e aprender em um ambiente heterogêneo - o que é positivo para o desenvolvimento humano.

 

Com qual idade geralmente é possível diagnosticar se a criança possui TEA?

Não há consenso quanto a isso. Ao contrário, trata-se de uma questão bastante polêmica. Se, por um lado, há quem defenda o diagnóstico precoce, por outro, uma parte significativa de especialistas afirma que é preciso considerar que nos anos iniciais estamos em pleno desenvolvimento e um diagnóstico equivocado pode gerar sérios prejuízos. O diagnóstico de TEA é o que chamamos de diferencial, que é um método sistemático usado para identificar doenças realizado, essencialmente, por processo de eliminação. Envolve a somatória de algumas características e a exclusão de outras, ou seja, características que podem indicar que uma criança tem um transtorno do espectro autista podem não estar presentes em outra com o mesmo diagnóstico.

 

Toda criança com um interesse específico por um assunto pode ser diagnosticada com TEA?

Não. Trata-se de um mito. Nem todas as crianças com TEA apresentam necessariamente o que se convenciona chamar de “interesse focal” e nem todas as crianças com um interesse específico têm esse diagnóstico médico. De fato, crianças costumam demonstrar maior interesse por algo. Identificar tais interesses é fundamental para engajá-las no processo de aprendizagem que justamente tem como um de seus objetivos ampliar repertórios e agregar conhecimentos novos.

 

Qual a escola mais indicada para a criança autista?

A mais próxima de sua residência. No caso da rede privada, é aquela que a família escolhe como de sua confiança. Quando os pais enfrentam dificuldade para matricularem seus filhos na escola, é recomendável, em primeiro lugar, estabelecer diálogo. Se, no entanto, essas tentativas forem esgotadas, uma alternativa é contatar a Secretaria de Educação do município e, oportunamente, o Ministério Público, exigindo os direitos do estudante. Lembrando que o direito a uma educação inclusiva não se restringe a matrícula e presença; compreende também o desenvolvimento de suas potencialidades para a plena participação em igualdade de condições com seus pares.

 

 
Nayara Carmo
Nayara Carmo
Nayara Carmo é Psicóloga, formada pela PUC/GO, especializando em Neuropsicologia e Terapia Cognitivo Comportamental.

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